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Mercado Financeiro: o que aconteceu em julho de 2019

Mercado Financeiro: o que aconteceu em julho de 2019

Os resultados alcançados pelos planos administrados pela BB Previdência foram superiores às suas respectivas metas atuariais e índices de referência. O segmento de Renda Fixa, de maior exposição nos planos, continuou sua trajetória de retornos expressivos, principalmente os títulos públicos federais de vencimentos mais longos. Estes resultados foram influenciados pelo fechamento da curva de juros, e trouxeram maior retorno às carteiras.

No tocante ao cenário externo, houve retomada das negociações comerciais entre EUA e China, dando sequência ao clima positivo que permeou o encontro da cúpula do G20, no Japão. Por outro lado, no front geopolítico, as tensões entre os EUA e Irã aumentaram. No entanto, apesar do clima tenso, a aversão ao risco manteve-se relativamente estável.

A expectativa quanto ao corte de juros por parte do FED, ao final do mês, se concretizou. Além disso, a comunicação do presidente da instituição durante a entrevista coletiva surpreendeu os mercados ao afirmar que o corte não se tratava de um novo ciclo de flexibilização, mas apenas de um ajuste de meio de ciclo.

No cenário interno, a Câmara dos Deputados aprovou o texto base da reforma da Previdência em primeiro turno. Pelo lado da política monetária, o Copom reduziu a Selic em intensidade maior que o esperado, 0,50 ponto percentual, levando a taxa Selic de 6,50% para 6,00%, o menor nível desde a implantação do regime de metas para a inflação em junho de 1999.

Olhando para a inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentou leve alta de 0,19% no mês, acumulando 2,42% no ano. Apesar da aceleração em relação ao mês anterior (0,01%), trata-se da menor taxa para julho desde 2014. Em 12 meses, o IPCA acumulado recuou para 3,22%, permanecendo bem abaixo da meta de 4,25% para o ano. Segundo o IBGE, a baixa demanda em relação aos serviços segura a alta de preços.

Os investimentos dos Planos Administrados pela BB Previdência foram positivamente impactados pelo segmento de renda fixa. Os títulos públicos federais atrelados à inflação, NTN-B, por corresponderem às maiores alocações das carteiras desses planos, agregaram maiores retornos. As NTN-B de curto prazo, medidas pelo IMA-B 5, atingiram retorno de 0,97% no mês, enquanto as de longo prazo, medidas pelo IMA-B 5+ apresentaram 1,51% no mesmo período.

A bolsa de valores teve seu principal índice, o Ibovespa, com valorização de 0,84%, que, embora positivo, ficou abaixo dos 4,06% do mês de junho. O CDI apresentou rentabilidade de 0,57% no mês, o que levou a um acumulado de 3,66% no ano, enquanto a poupança apresentou ganho de 0,37%, acumulando 2,63% em 2019.

Fonte: Gerência de Investimentos

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