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Plantar para depois colher

Plantar para depois colher

São muito comuns os questionamentos na hora de receber a aposentadoria sobre o baixo valor do benefício. Em um plano de previdência complementar, como em qualquer projeto de vida, vamos sempre colher o que plantamos

A preocupação com o valor da aposentadoria deve começar no momento da inscrição no Plano e ao longo do período contributivo, antes que seja tarde demais. Uma das vantagens de escolher um plano de previdência como “poupança para o futuro” é que a legislação e os regulamentos obrigam o poupador a pensar no futuro e programar sua aposentadoria, pois normalmente há penalizações proporcionais (no valor depositado pela patrocinadora) a quem saca o dinheiro antes de um determinado prazo. O maior perigo de outros investimentos com muita liquidez, como fundos de investimento, é que a pessoa pode abandonar a poupança para comprar um bem, sem se lembrar das consequências no futuro.

Mas já estou no mercado há muito tempo e não aderi ao Plano. E agora? Nunca é tarde para começar a poupar! Não existe limitação de idade para começar a investir na previdência privada. O que há é que, quanto mais idade a pessoa tiver, mais terá de depositar para garantir uma aposentadoria com que seja possível viver. Um exemplo: quem começa a pagar mensalmente a aposentadoria aos 20 anos, consegue ter uma renda mensal de R$ 5 mil aos 60 anos se depositar R$ 175 por mês. Quem começa aos 30 terá de pagar R$ 398 por mês para chegar a essa quantia. E quem começa aos 40 terá de desembolsar R$ 974. Existe limite de idade, porém, para os contratos de risco, exemplo: pensão por invalidez, pensão para mulher e filhos. Esse limite costuma ser 65 anos.

Simulei meu benefício no Portal e não conseguirei viver com tão pouco. O que fazer? As campanhas de revisão de percentual de contribuição são a oportunidade que o participante tem de rever os valores que vêm contribuindo mensalmente e simular seu benefício futuro, com o valor que contribui hoje e com um valor percentual diferente, para mais ou para menos. E, se concluir que vale a pena, alterar o seu percentual de contribuição para o Plano de Previdência Complementar. No momento do ingresso no plano, o participante escolhe um percentual sobre seu salário-de-participação, geralmente a partir de 2%, uma vez por ano, de acordo com cada Regulamento, ele pode alterar esse percentual. As vezes o participante passa anos na empresa sem nunca rever esses valores, e aí quando vai se aposentar tem uma infeliz surpresa.

Posso alterar meu percentual de contribuição quando eu quiser? O Regulamento do Plano não estipula data, apenas informa que deve ser realizada em geral anualmente. Eventualmente, em campanhas específicas, será possível alterar os percentuais em períodos menores que 1 ano, mas aí dependerá de negociação entre a patrocinadora e a BB Previdência.

E qual é o valor de contribuição ideal? Especialistas orientam que a pessoa pense em viver na aposentadoria com 70% da sua renda na ativa. Decida com quantos anos quer se aposentar e utilize o simulador de benefício do nosso Portal (disponível para os participantes da BB Previdência) para verificar com quanto você poderia contribuir mensalmente. Mas pondere um valor de contribuição que garanta sua tranquilidade no futuro e que não vá comprometer seus compromissos financeiros básicos de hoje, ou seja, com algo que você possa arcar a longo prazo, pois essa será uma longa aliança.

É normal de um mês para o outro encontrar valores diferentes no meu extrato? Suas contribuições mensais são revertidas em cotas que estão sujeitas às variações do mercado. A preocupação com essas variações é um (mau) hábito de uma lista que pode atrapalhar seu julgamento quanto ao investimento no seu plano. O investidor brasileiro sofre de impaciência, cujas consequências são prejudiciais à materialização dos principais benefícios das carteiras que envolvem aplicações de longo prazo, como é o caso da previdência. Primeiro costuma-se avaliar os investimentos mensalmente. Esse horizonte extremamente curto, que na melhor das hipóteses possui 21 dias úteis, é prejudicial à boa gestão. Por ser um intervalo muito curto que envolve alta volatilidade, é insuficiente para julgar o bom andamento das aplicações. O investidor bem informado não se deve deixar levar por esse debate mensal estéril. Somente quem está liquidando investimentos em determinado dia deve se preocupar com os movimentos de curto prazo do mercado, em que sempre haverá momentos desfavoráveis, ao menos em parte da carteira. Para isso temos os Comitês Financeiros mensalmente: para assegurar que a gestão dos recursos de todos os planos está de acordo com as Políticas de Investimentos e que serão tomadas as decisões mais acertadas no longo prazo.

Para ler outras dicas, acesse nosso Portal de educação financeira e previdenciária, o Pense Futuro (http://www.pensefuturo.com.br/). Lá você encontrará matérias, vídeos e muito mais.

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