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Sob supervisão mais intensa

Sob supervisão mais intensa

BB Previdência projeta forte crescimento ao longo de 2018, o que deve
colocar a entidade no rol das entidades sistemicamente importantes

O fundo de pensão multipatrocinado do Banco do Brasil, BB Previdência, trabalha com a expectativa de entrar em 2019 no rol das entidades sistematicamente importantes, cuja supervisão pela Previc é mais intensa. Pelos cálculos da entidade, com patrimônio atualmente de R$ 5,89 bilhões, esse volume deve alcançar a casa dos R$ 8 bilhões até dezembro deste ano.

Segundo o presidente da BB Previdência, Edson Cardozo, “com o crescimento que estamos projetando devemos figurar, a partir de 2019, entre as entidades sistemicamente importantes”, afirma. Ele está há cinco meses no cargo, antes de assumir o posto era diretor de empréstimos, financiamentos e crédito imobiliário do BB.

O executivo acredita que o ritmo forte de novas adesões registrado pela BB Previdência durante o ano de 2017 deve prosseguir ao longo de 2018 e 2019, tanto pela retomada da economia como pelas discussões em torno da reforma da previdência que fazem a sociedade estar mais atenta ao tema. “No ano passado tivemos um crescimento de R$  800 milhões, o maior desde 2013 quando trouxemos cerca de R$ 1,5 bilhão, na época da migração do SarahPrev”, destaca Cardozo.

Em 2017 o multipatrocinado concluiu a implantação de três novos planos: da Terracap, estatal do DF do segmento imobiliário; da BB Tecnologia, subsidiária integral do BB; e da Amazul, empresa de tecnologia da Marinha. Além dos planos implementados, a BB Previdência registrou a transferência de gerenciamento de dois planos, sendo um da Terracap (a empresa criou um plano e transferiu outro), e outro cujo nome não pode ser ainda divulgado pois o processo ainda não está encerrado. A criação e migração dos planos representou um incremento de 2.561 participantes e R$ 3,5 milhões em arrecadação mensal.

“Somados esses planos às contribuições e rentabilidade dos investimentos daqueles já administrados, fechamos o ano com R$ 800 milhões a mais sob gestão, quando comparado ao patrimônio no encerramento de 2016”, diz o presidente da BB Previdência. Atualmente a entidade faz a gestão de 48 planos, que contam com 59 patrocinadores dos mais variados segmentos, desde tecnologia nuclear até agrobusiness, que somam um total de 127 mil vidas. “Consideramos o ano de 2017 muito bom, o que reforçou nosso planejamento de expansão”, acrescenta o executivo da BB Previdência.

Metas – Sobre as perspectivas para a gestão dos investimentos dos planos da BB Previdência em 2018, que ficam à cargo da BB DTVM, Cardozo afirma que em dezembro último ocorreram alterações nas políticas de investimento dos planos, que preveem agora um aumento da alocação em ativos de maior risco, notadamente renda variável e crédito privado. “Temos um portfólio à nossa disposição bastante interessante que nos dá a confiança de que não teremos problemas para cumprir as metas”, destaca o executivo. Segundo ele, a BB DTVM vai alterar o portfólio dos planos conforme surgirem as oportunidades no mercado.

O executivo nota que a queda expressiva da Selic registrada nos últimos meses fez com que a maior parte dos planos tivesse de reduzir suas metas atuariais, a fim de adequá-las à realidade do novo patamar de juro e do retorno médio do mercado de investimentos.

“Até o ano passado era comum metas atuariais de INPC mais 6%, até 6,5%, e  hoje os planos da BB Previdência estão em média com um atuarial de 4%”, pontua Cardozo. “Alguns planos optaram por manter uma taxa um pouco mais agressiva, em torno de 5%, mas temos a convicção de que, mantida a atual política de taxa de juros, esses planos terão de rever rapidamente suas metas”.

Planos terão de revisar suas metas atuariais, prevê Edson Cardozo.

 

Fonte: Revista Investidor Institucional, 2018, Edição 302.

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2 Comentários sobre “Sob supervisão mais intensa

  1. Infelizmente os planos administrados pelo BB não foram dos melhores. Enquanto outros planos de previdência privados tiveram rentabilidades positivas e cumpriram suas metas, nos últimos anos, os do BB não atingiram as metas atuariais fazendo com que, tanto os ativos como inativos, tenham que cobrir o déficit.
    Qual é a explicação?

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    1. Bom dia Ivo! Obrigada pelo comentário.

      Gostaríamos de esclarecer que a BB Previdência avalia mensalmente o desempenho dos planos de benefícios em relação às suas metas atuariais e índices de referência. Adicionalmente, acompanha a rentabilidade destes planos em relação a mediana de rentabilidade dos planos das demais Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), inclusive por modalidade. A rentabilidade acumulada, consolidada nos últimos dez anos, até março de 2018, dos planos de benefícios administrados pela BB Previdência, superou a mediana das demais EFPC. Somente em 2013 e 2015, a BB Previdência não conseguiu superar o referido índice.

      Todos os esforços da equipe BB Previdência buscam os melhores resultados, com níveis de risco alinhados com o perfil dos nossos participantes. Entretanto, em momentos específicos da política e economia brasileira, podem ocorrer oscilações nos preços dos ativos, que impactam o desempenho esperado para os planos, como nos anos de 2013 e 2015. Este comportamento, apesar dos efeitos negativos, é aproveitado pelos investidores de longo prazo, como nós, para aquisição de novas oportunidades.

      Os nossos números estão detalhados nos Relatórios Anual (do seu plano) e no Consolidado (que reúne os dados da Entidade como um todo). Ambos podem ser encontrados no seu Acesso Restrito do Portal, clicando aqui.

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